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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Puchero


Existem várias receitas diferentes de puchero. Esta era feita pela minha avó espanhola que passou a receita para a minha mãe e esta, por sua vez, passou para mim. Ela é um antídoto infalível contra o frio.

Puchero

Comece colocando 500 gr de grão de bico de molho e, separadamente, 700 gr de costelinha de porco salgada (a que se usa na feijoada) para dessalgar de um dia para o outro.

No dia seguinte, coloque o grão de bico para cozinhar apenas em água, sal e uma folha de louro. Deixe ele macio mas sem se desmanchar e reserve juntamente com a água do cozimento.

Depois, cozinhe as costelinhas até que elas comecem a soltar do osso. Reserve.

Faça um refogado com 1 cebola grande picada, 2 dentes de alho amassados, 1 alho poró fatiado finamente, 2 tomates sem sementes picadinhos, 3 colheres de sopa de salsinha picada e 1 linguiça calabresa fatiada. Quando os vegetais estiverem macios, acrescente uma cenoura fatiada e adicione 1 xícara de chá de vinho branco. Assim que o vinho evaporar, coloque um pouco da água do cozimento do grão de bico e deixe cozinhar até que a cenoura esteja macia.

Junte as costelinhas reservadas, o grão de bico e vá adicionando o caldo do grão até que esteja na consistência desejada. Deixe ferver todo mundo junto por uns 5 minutos e sirva.

Eu servi com uma porção de salade de pimentão assado temperada com alho cru micropicado, azeite, vinagre balsâmico e sal.

Ficou ótimo.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Sopa creme de lentilha


Com este clima frio e chuvoso, só uma sopa para aquecer corpos e corações.

Sopa creme de lentilhas


500 gr de lentilhas verdes
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
1 cenoura grande picada
2 talos de salsão
1 linguiça calabresa
500 gr de costelinha de porco defumada
sal
3 colheres de sopa de salsinha picada

Coloque a lentilha de molho por mais ou menos 2 horas. Descarte a água e leve à panela de pressão água, a lentilha, a cebola, o alho, a cenoura, o salsão e a linguiça (inteira). Depois que a panela começar a fazer o barulhinho, conte 15 minutos e dê uma olhada (após eliminar a pressão), provavelmente a lentilha já estará cozida.

Retire a linguiça da panela e tranforme os demais ingredientes num creme com o mixer (varinha mágica). Fatie a linguiça e afervente as costelinhas e retorne à panela com o creme. Deixe ferver por uns minutinhos, acrescente água de ficar muito grosso, corrija o sal e é só servir salpicada de salsinha picadinha.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ragu de coelho e polenta assada


Meu marido adora coelho. Ele já havia pedido um pratinho do animal mas eu, pela inexperiência, protelei bastante. Na semana passada dei de cara com coelho no Pão de Açúcar e resolvi prepará-lo. Fiz assim:

Ragu de coelho com polenta assada
1 kg de coelho
1 garrafa de vinho tinto
4 dentes de alho picados
3 folhas de sálvia fresca
2 ramos de alecrim fresco
5 cravos
1/2 colher de chá de canela em pó
sal
pimenta do reino moída
2 colheres de sopa de óleo
1 xícara de purê de tomate



Prepare uma marinada com todos os ingredientes exceto o purê de tomate. Mergulhe os pedaços de coelho e deixe por 24 horas na geladeira.

No dia seguinte, retire os pedaços de carne da marinada (não jogue fora) e frite-os no óleo. Depois que a carne estiver bem dourada, coe a marinada sobre a panela e descarte os temperos inteiros. Abaixe o fogo e deixe cozinhar lentamente até que o vinho todo desapareça (você deve escutar barulhinho de fritura na panela). Neste momento, adicione o purê de tomate e um pouco de água e deixe o purê virar um molho bem apurado.

Retire os pedaços de coelho do molho e elimine os ossos (ele estará tão mole que sairá só com o tocar do garfo). Retorne os pedaços sem osso para a panela, junte mais um pouco de água se estiver muito seco, e deixe ferver mais um pouco. É um prato demorado mas nada trabalhoso.

A polenta eu fiz de acordo com as instruções da polentina, coloquei num refratário e deixei esfriar. Depois cobri de muçarela e, um pouco antes de servir, levei ao forno até gratinar o queijo.


Os dois juntos fazem uma combinação bem interessante. Adoramos.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Carne seca acebolada e purê de abóbora



Pessoas queridas, com férias escolares, tratamento e exames fica difícil arrumar tempo para postar. Até que tenho cozinhado e fotografado mas parar defronte o computador, organizar as idéias e escrever tem sido mais difícil.

Com o frio e a chuva que têm feito aqui em São Paulo só apetecem as comidas que aquecem e confortam. Ontem no jantar fiz uma carne seca acebolada e para acompanhar um purê de abóbora japonesa com ricota e tomates assados, além da indefectível saladinha de alface. À receita:


Carne seca acebolada com purê de abóbora

1/2 kg de carne seca dessalgada e cortada em cubos
1 cebola grande fatiada
3 colheres de cheiro verde picadinho
1 colher de sopa de manteiga

Em primeiro lugar cozinhe a carne seca em panela de pressão apenas com água até que ela fique bem macia (eu deixo até que ela se parta apenas com o garfo).

Em uma panela, derreta a manteiga e junte a carne seca cozida e a cebola. Refogue até que a cebola amoleça e então adicione o cheiro verde. Refogue mais um pouco e estará pronto.

Para o purê cozinhei 700 gr de abóbora japonesa e transformei-a num creme utilizando o mixer (varinha mágica). Derreti 1 colher de manteiga numa panela, juntei 2 dentes de alho bem picadinhos e, no momento em que eles começaram a dourar juntei a abóbora. Quando a mistura estava borbulhando adicionei 3 colheres de sopa cheias de ricota amassada e corriji o sal.

Os tomates eu fiz cortando-os ao meio, tirando as sementes, arrumando-os em uma forma, polvilhando com sal e açúcar, regando com azeite e cobrindo com galhos de alecrim. Quando os tomates estavam assados, descartei o alecrim que já estava seco e servi os tomates com o purê.

A combinação ficou ótima. Espero que tenham gostado. Beijos.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Canjiquinha, couve e chips de jiló





Na terça-feira uma grande amiga veio jantar aqui em casa. Ela mora sozinha e não é amiga das panelas e do fogão. Para recebê-la resolvi fazer uma comida bem brasileira, quentinha e cremosa. O prato escolhido foi a canjiquinha, prato típico de Minas Gerais. Vamos à receita:

Canjiquinha

500 gr de canjiquinha (quirera, milho quebrado, comida para patinhos e pintinhos)
1 cebola grande picada
3 dentes de alho picados
1 tomate grande sem sementes picado
4 colheres de sopa de salsinha
1 Kg de costelinhas de porco frescas
700 gr de lombo de porco salgado
q.b. água fervendo

Marinada das costelinhas: alho, óleo, vinagre, louro, sal e pimenta do reino




Coloque a canjiquinha de molho de um dia para o outro.

Dessalgue o lombo e leve-o para cozinhar em água até que fique bem macio. Reserve.

Coloque as costelinhas separadas na marinada por pelo menos 3 horas.

Cozinhe a canjiquinha em água até que fique macia e cremosa, com aparência de polenta mas não tão lisa (por causa dos pedacinhos de milho ela fica granulosa).

Frite as costelinhas em óleo até que elas fique bem douradas. Reserve.

Na panela em que as costelinhas foram fritas (sem lavar) faça um refogado com cebola, alho, tomate e salsinha. Depois do refogado pronto, adicione a canjiquinha cozida e mexa. Adicione as costelinhas fritas e o lombo de porco cozido. Experimente e corrija o sal.

Fiz o prato umas horas antes de servi-lo, para que as carnes pudessem passar seu gosto para o milho. Na hora de aquecê-lo precisei colocar um pouco mais de água (ele tem que ficar bem cremoso).

Servi com couve refogada em azeite, alho e sal e chips de jiló que eu fiz fatiando jilós finamente e levando ao forno numa forma untada com óleo e salpicado com sal até ficar bem dourado. Todo mundo adorou e pediu um pouco mais.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Comida do dia-a-dia


A nossa amiga Akemi fez a interessante proposta de compartilharmos as comidinhas que fazemos no dia-a-dia. Devo confessar que na minha casa não há uma separação clara entre a comida e todos os dias e as comidas que fazemos para ocasiões especiais. Gosto de cozinhar o que me inspira e acontece de numa segunda-feira termos camarões e no domingo, arroz, feijão e um bifinho.

Mesmo assim, na segunda-feira passada fiz um jantarzinho que ao meu ver teve toda a cara de comida do dia-a-dia. Fiz um refogado de carne moída com chuchu e pimentão vermelho o qual foi acompanhado de arroz integral e uma saladinha de alface frizzé e cenoura ralada.



O refogado foi feito da maneira mais simples possível. Aqueci 2 colheres de sopa de óleo de canola e refoguei 700 gr de coxão mole moído até que ele ficasse marrom. Juntei 1 cebola média picada, 2 dentes de alho picados e continuei refogando até a cebola amolecer. Adicionei 3 colheres de sopa de azeitonas picadas, 3 chuchus pequenos e 1/2 pimentão vermelho picadinhos. Coloquei sal e pimenta do reino, juntei 1 xícara de chá de caldo de carne e tampei a panela. Quando o chuchu estava tenro e o caldo quase seco eu juntei 3 colheres de sopa de salsinha picada.
E foi esse o nosso jantar de segunda-feira. Akemi, espero que toda essa simplicidade faça jus à sua proposta. Um beijo a todos.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Sopa de feijão azuki



Pessoas legais, estou apaixonada por feijões. Eles são tão lindos, versáteis, saborosos e nutritivos e, ainda por cima, há tantas variedades que servir feijões com frequência está longe de transformar sua mesa num local monótono. O escolhido da vez foi o feijão akuki, aquele miudinho que os japoneses utilizam para fazer doces (que eu adoro, por sinal).
FEIJÃO AZUKI




Sopa de feijão azuki

Comecei deixando o feijão, já escolhido e lavado, de molho por 1 hora. Coloquei-o na panela de pressão de deixei cozinhar por 10 minutos. Abri a panela e coloquei 2 linguiças calabresas inteiras, 300 gr de costelinha de porco defumada (deixei de molho por 1 hora e depois aferventei para tirar o excesso de sal) e 700 gr de abóbora em cubos. Deixei a mistura ferver (adicionei mais um pouco de água fervendo porque estava muito seco) até a abóbora ficar macia mas sem desmanchar. Coloquei um pouco de sal.

Para servir eu coloquei fatias de bacon numa frigideira bem quente. Deixei uns 3 minutos de um lado e um pouco menos tempo do outro. Descansei em papel absorvente e surgiram uns chips de bacon maravilhosos. Só um lembrete, ao sair da frigideira o bacon ainda está muito quente e, por isso, ele ainda fica meio amolecido. Ao esfriar um pouco ele fica crocante.


Foi uma comida reconfortate para uma noite friazinha como a qua fez em São Paulo ontem. A família toda aprovou. Espero que gostem.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Risoto de gorgonzola com radicchio


Como estava muito frio em São Paulo no sábado, resolvemos ficar na toca e para nos aquecermos, resolvi fazer um risoto com o que tinha em casa, para não ter que sair depois de um banho quentinho. Aqui vai a receita:

Risoto de gorgonzola com radicchio
1 xícara de chá de arroz arbóreo
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola média picada
1 xícara de chá de vinho branco
q.b. de caldo de legumes
300 gr de gorgonzola picado
sal (se necessário, o gorgonzola é salgado)
1 radicchio fatiado bem fininho
1 colher de sopa de manteiga
queijo ralado



O modo de fazer é o básico de risoto. Refogue a cebola no azeite, junte o arroz de deixe refogar mais um pouco, até ele começar a ficar transparente. Adicione o vinho e, mexendo de vez em quando, assim que o vinho evaporar, começe a juntar pequenas quantidades (uma ou duas conchas) de caldo. Sempre que o arroz começar a secar junte mais caldo. Depois de adicionar caldo umas duas vezes, adicione o gorgonzola e mexa até que ele derreta. Se ficar seco junte mais caldo durante a operação. Quando o arroz estiver quase no ponto (al dente), junte o radicchio e deixe a mistura aquecer e começar a borbulhar novamente. Apague o fogo e adicione a manteiga e mexa até que ela desapareça por completo. Isso confere brilho e cremosidade ao risoto. Leve o risoto à travessa de servir, polvilhe salsinha francesa e sirva acompanhado de parmesão ralado.

O resultado é cremoso e reconfortante. Passamos a noite quentinhos. Um beijo.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Ragu de carne e champinhons com polenta cremosa


Ontem estava tão frio que me bateu um inspiração de fazer, e comer, polenta cremosa. Só restava a dúvida sobre o acompanhamento. Então, ao vasculhar a geladeira e o freezer achei uma carninha, uns cogumelos frescos e fiz uma combinação que deu bastante certo. Pelo menos o meu povo aprovou. Fiz assim:

Ragu de carne e champinhons
500 gr de carne moída
200 gr de cogumelos Paris fatiados
200 gr de cogumelos Portobello fatiados
2 colheres de sopa de óleo de canola
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho amassados
1 talo de salsão picadinho
5 folhas de manjericão fresco picadas
2 colheres de sopa de salsinha picada
1 xícara de molho de tomate
Refogue a carne apenas no óleo. Quando estiver bem passada (marrom) junte a cebola, o alho e o salsão. Depois que a cebola estiver bem amolecida, adicione o manjericão e a salsinha e refogue mais 1 minuto. Junte os cogumelos e, quando estiverem amolecendo, coloque o molho de tomate. Deixe apurar até quase não haver mais líquido, só a carne numa mistura cremosa.



Polenta cremosa
4 xícaras de caldo de carne
1 xícara de preparado para polenta (eu usei polentina, da Quaker)
1 colher de manteiga
Misture a polentina ao caldo de carne ainda frio. Leve a panela ao fogo baixo e mexa. Quando a mistura ficar na consistência de um mingau conte 5 minutos sem parar de mexer e a polenta estará pronta. Se quiser uma polenta mais consistente aumente a quantidade de preparado e, logo que terminar o cozimento, coloque num refratário untado.

E pronto. Servi os dois pratos juntos, polvilhei a polenta com queijo ralado e, com uma tacinha de vinho, passamos a noite aquecidos. Um beijo.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Cozido de grão de bico, bacalhau e pimentões



Mais um capítulo da série "Comidas da Infância". No capítulo de hoje tive como inspiração uma sopa de grão de bico que minha abuela (avó, em espanhol) fazia no inverno. Ela fazia uma sopa mesmo, com bastante caldo e todos os ingredientes dentro. No entanto, eu resolvi dar uma "repaginada" na sopa e saiu este cozido muito cheiroso e muito saboroso também.

A receita de compõe de 3 preparações separadas que se unem na montagem do prato. Vamos lá:

Cozido de grão de bico, bacalhau e pimentões
Bacalhau
Dessalgue 600 gr de bacalhau, leve à água fervendo e quando ela iniciar fervura novamente desligue o fogo e deixe o bacalhau dentro da água por uns 10 ou 15 minutos. (Aprendi que não se ferve o bacalhau porque ele resseca. (As amigas portuguesas, experts no assunto, podem dizer se está correto ou não). Retire o bacalhau da água (não jogue a água fora), desfie e refogue com 4 colheres de sopa de azeite, 3 dentes de alho amassados, uma cebola média picada e 3 colheres de sopa de salsinha picada. Corrija o sal, se necessário.

Pimentões
Utilizei 2 pimentões vermelhos e 2 verdes. Besunte todos com óleo de canola e leve-os ao forno até que a casca fique marrom. Deixe esfriar um pouco dentro do forno. Depois, retire as peles que saem facilmente, corte em tirinhas e coloque numa tigela. Tempere com 2 dentes de alho picados, 3 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de vinagre balsâmico, sal e alguns raminhos de alecrim fresco. Deixe marinar por pelo menos duas horas.

Grão de bico
Deixe 500 gr de grão de bico de molho por 2 horas. Despreze a água do molho e leve os grãos para cozinhar numa panela de pressão com a água do bacalhau e um pouquinho de sal por mais ou menos 15 minutos. O grão de bico deve ficar macio mas não desmanchar.

Montagem
O grão de bico e o bacalhau devem estar bem quentes. Coloque o grão de bico no centro do prato, cerque com o bacalhau e coloque uma porção dos pimentões por cima do grão. Jogue mais um pouco do caldo do grão de bico fervendo por cima de tudo.


E é só comer. Cai muito bem numa noite fria como a de ontem em São Paulo. Acho que a abuela Chiquinha, onde quer que ela esteja agora, ficou contente com a inovação do prato cuja receita ela trouxe da Espanha. Bom apetite.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Língua com purê de batatas


Eu sei, eu sei, língua não é o prato mais popular do mundo. Muitas pessoas, incluindo meu marido, sequer experimentam a iguaria e já torcem o nariz. No entanto, na minha família de origem, a língua acompanhada de purê de batatas era feita em dias friozinhos e hoje, para mim, é tão comfort food quanto um risoto ou uma sopinha. Tradição que consegui passar ao meu filho.

A língua, da maneira que faço, é um prato tradicional na Alemanha (não sei se há pratos tradicionais feitos com ela em outros países), já a encontrei em cardápios de vários restaurantes alemães em São Paulo e no sul do Brasil. Vamos à receita:

Língua com purê de batatas
1 língua de tamanho pequeno ou médio (as muito grandes têm muita gordura)
2 folhas de louro
5 colheres de sopa de vinagre branco (de maçã, de vinho branco...)
3 xícaras de molho de tomate preparado (eu preparo o meu, caixinhas, tô fora)
3 colheres de azeitonas verdes picadas
2 colheres de sopa de cheiro verde picado

Lave bem a língua em água corrente e coloque-a numa panela de pressão com vinagre, louro e cubra-a de água. A minha cozinhou em 20 minutos, é importante que ela não fique muito molenga, estará no ponto quando uma faca pontuda entrar na carne sem resistência.

Tire a língua da panela e deixe que esfrie até ficar morna, pelo menos. Se tiver tempo, deixe esfriar completamente para facilitar o corte. Retire a pele grossa que envolve a língua com um garfo ou uma faca pontuda, ela sai facilmente, como a pele de um tomate.
Depois de esfriar, corte a língua em fatias finas (as mais finas que conseguir) e reserve.

Aqueça o molho, adicione as azeitonas e o cheiro verde, coloque a língua fatiada no molho. Deixe ferver por uns 5 minutos. E está pronta, é só servir com purê de batatas que eu fiz sem nenhum salamaleque, só batata, manteiga, alho, sal e leite até dar o ponto, que é um pouco firme.
Se alguém, uma única pessoa, que nunca comeu língua ousar experimentá-la, já ficarei feliz. Bom apetite!

terça-feira, 15 de maio de 2007

Jantarzinho de segunda feira


Para fazer jus ao nome do Blog:

Sopa creme de mandioquinha, cenoura, calabresa e queijo parmesão ralado.

Existe algo mais reconfortante numa noite friazinha?

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Almocinho de domingo

Ontem, logo depois de acordar, o Pedro se aproximou todo dengoso e disse que estava morrendo de vontade de comer o "meu" macarrão com molho de calabresa. Por recomendação médica eu nem poderia cozinhar neste final de semana, mas qual mãe pode resistir ao pedido de um filhote. Fomos ao supermercado comprar a linguiça e o maridão pegou umas abobrinhas e pediu para eu fazê-las grelhadas. Estava pronto o cardápio do almocinho de domingo. Comidinha simples, rápida de fazer e que provocou suspiros dos meus rapazes. E sabem que eu me senti melhor depois de servir o que eles pediram!!


Para o molho, fritei a calabresa fatiada e desprezei a gordura que ela soltou. Adicionei alho e cebola picadinhos, deixei refogar e acrescentei os tomates. Deixei apurar um pouco, coloquei sal, uma colherinha de açúcar e saldinha picadinha e deixei apurar até ficar bem grossinho. Quanto às abobrinhas, cortei-as em fatias de 1 cm de espessura, temperei com sal e pimenta do reino e as coloquei na grelha untada com azeite de oliva. Deixei que elas ficassem bem douradinhas dos dois lados, transferi para uma travessa e coloquei uma folha de manjericão roxo sobre cada rodela.


E o nosso almoço em família foi bem gostosinho. Mais comfort food impossível. Espero que gostem também.